terça-feira 28, abril 2026

Artesãs de Campo Verde promovem cursos para mulheres, jovens e idosos em situação de vulnerabilidade

Com o objetivo de capacitar mulheres, jovens e idosos em situação de vulnerabilidade no município de Campo Verde (MT), um grupo de artesãs, liderado por cinco mulheres, se mobiliza para oferecer cursos de artesanato durante os meses de abril a junho de 2025. A iniciativa levará formação profissional para diversas regiões do município, incluindo assentamentos, promovendo a arte da produção artesanal como uma alternativa de geração de renda para os participantes.

Ao todo serão ofertados doze cursos, durante o mês de abril, em diversas modalidades, como artes em cimento, crochê, artes com a palha de milho, biscuit, reciclagem e artes com fibra de bananeira. As inscrições já estão abertas. Clique aqui.

Com mais de uma década de experiência em suas respectivas técnicas, as professoras e artesãs Reginalda Moreira, Regineide Moreira, Maria Neide, Glauciete Amorim e Núbia Gonçalves veem, na arte do artesanato, a oportunidade de transmitir seus conhecimentos e perpetuar essa tradição para novas gerações de mulheres e jovens interessados em aprender um novo ofício e ampliar suas oportunidades econômicas. Atualmente, elas são membros da Casa de Artesãs e atendem clientes de toda a região, incluindo o SESC Pantanal.

Mulheres que impulsionam mulheres

A escolha de focar em mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade partiu das próprias artesãs, que enxergam suas histórias refletidas na arte do artesanato. Dona Neide, atual coordenadora da Casa do Artesão, relembra sua própria trajetória, que começou aos oito anos trabalhando na colheita de algodão. Hoje, aos 68 anos, ela expressa sua história de vida por meio do artesanato.

“Eu gosto de criar. Fiz uma peça representando um colhedor de algodão, mostrando como a colheita era feita, como o algodão era enfardado e transportado. Hoje, conto minha história através da arte”, compartilha Dona Neide.

Sustentabilidade no artesanato

As oficinas também vão ensinar técnicas de produção artesanal utilizando materiais reaproveitados, como palha de milho e restos de algodão, doados por produtores locais. Essa abordagem visa promover a sustentabilidade ao transformar produtos que seriam descartados em peças artísticas de valor comercial.

“O milho que usamos vem de doações das fazendas. As meninas vão até lá, colhem e fazem a coleta das palhas e do cabelo do milho para a confecção das peças. Com o algodão, o processo é semelhante”, explica Dona Neide.

O projeto Oficinas de Artesanato de Campo Verde recebeu apoio do Edital de Seleção Pública Nº 12/2023/SECEL-MT Viver Cultura – Expressões Artísticas, edição financiada pela Lei Paulo Gustavo.

As inscrições para todos os cursos estão abertas, e as atividades serão gratuitas. A expectativa é de que a iniciativa fortaleça o artesanato local e gere novas oportunidades para a população de Campo Verde.

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