Por trás de uma safra histórica, um gargalo estrutural ameaça os ganhos de produtividade no agro mato-grossense. Com a colheita do milho entrando na reta final e estimativas apontando para quase 105 milhões de toneladas entre soja e milho nesta temporada, a pergunta que se impõe é direta: onde guardar tanta produção?
“O déficit de armazenagem pode ultrapassar 52 milhões de toneladas. Vivendo todo esse cenário geopolítico. Se nós perdermos mercado, aonde nós vamos colocar a nossa produção agrícola”, alerta o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
A preocupação não é isolada. No campo, o tom de alerta cresce mesmo em meio à euforia com a produtividade.
A situação é ainda mais sensível quando somada ao custo logístico, um desafio crônico que combina estradas não pavimentadas, gargalos no transporte e a quase inexistência de ferrovias em regiões estratégicas.
“Armazenagem e logística, com essa precariedade, são hoje o maior roubo silencioso da nossa produtividade”, resume Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT.
Infraestrutura e política fiscal no radar
Para o ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera, o Brasil precisa elevar a armazenagem à categoria de prioridade nacional.

Produtividade com sustentabilidade
Além da estrutura logística, o simpósio também foca nas transformações que ocorrem da porteira para dentro. Uso eficiente de insumos, manejo inteligente e tecnologias sustentáveis estão no centro do esforço pela rentabilidade com menos desperdício e mais autonomia para o produtor.
“O produtor tem feito seu papel. Agora, com mais pesquisa e informação, é possível otimizar ainda mais o que já existe dentro da fazenda. Às vezes, tecnologia não é comprar algo novo, mas usar melhor o que já se tem”, explica Beber.
Fonte: canalrural.com.br



















