A mãe da jovem Raquel Teodoro Pontes, 19 anos, presa por matar o padrasto, Sandro Rodrigues de Assis, 40, afirmou que a Polícia Militar foi acionada por integrantes do Comando Vermelho (CV) após o crime registrado na tarde dessa quarta-feira (15.04), no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
Em depoimento, a mulher, identificada pelas iniciais S.F.M.T.P., detalhou que a comunicação com a facção foi feita por um homem que estava na residência no momento dos fatos.
“Quem chamou a Polícia Militar foi o comando. Comando Vermelho”, afirmou.
Segundo ela, o acionamento ocorreu após o homem perceber que Sandro já estava morto. Questionada sobre o motivo de não acionar diretamente a polícia, a depoente foi direta: “A gente não pode chamar a polícia por conta própria, porque eles pegam no pé da gente”.
Ela ainda reforçou que essa seria uma regra informal no bairro. “A gente tem que recorrer a eles. Daí eles que chamam”, revelou.
Ainda conforme a testemunha, no momento do crime estavam presentes apenas ela, a filha e o homem que a acompanhava.
Contradições
Em interrogatório, Raquel afirmou que matou o padrasto com uma facada nas costas para defender a mãe de uma agressão. No entanto, a perícia inicial apontou ferimentos na região do coração e do pescoço, o que contraria a versão apresentada pela jovem.
A investigada também declarou que já tinha ressentimentos contra Sandro, a quem acusou de tê-la estuprado em duas ocasiões.













