terça-feira 28, abril 2026

Investigação descobre que projeto social de fachada leiloava madeira ilegal apreendida em operações

Instituição de fachada leiloava madeira ilegal apreendida em MT

Uma instituição sem fins lucrativos, coordenada por agentes públicos, é investigada por envolvimento em um esquema criminoso de extração, comercialização e transporte de madeira ilegal apreendida, em Feliz Natal, a 538 km de Cuiabá. Nesta quinta-feira (10), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) deflagrou uma operação contra três madeireiras, servidores públicos, engenheiros florestais, transportadores e intermediários.

De acordo com a Polícia Civil, madeiras apreendidas em fiscalizações anteriores e doadas legalmente pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para a instituição estavam sendo leiloadas para empresas que praticavam exploração ilegal na região.

A delegada responsável pelo caso, Liliane Murata, explicou que essa entidade tratava-se de um grêmio desportivo criado para promover projetos sociais, no entanto, a instituição era de fachada e só existia no papel.

Segundo a delegada, a madeira era extraída ilegalmente da Estação Ecológica Rio Ronuro, na Bacia do Rio Xingu, uma área de preservação que abriga espécies importantes da fauna e flora do Cerrado e da Amazônia.

A operação

Na ação desta quinta, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Sinop, Sorriso e Feliz Natal, onde ficam as três madeireiras investigadas.

Foram apreendidos 19 mil metros cúbicos de madeira (entre toras e madeira serrada), documentos, celulares, três armas de fogo e munições. Duas pessoas foram presas, uma por posse ilegal de arma de fogo e a outra suspeita de atuar como intermediário na extração, transporte e venda da madeira ilegal.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e extração ilegal de recursos naturais.

Parte da investigação segue sob sigilo e a Polícia Civil não divulgou os nomes ou funções dos agentes públicos supostamente envolvidos.

Fonte: g1.globo.com

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