Lá se vão 13 anos atuando na gestão de pessoas. E, se tem algo que sigo vendo — todos os dias — dentro dos ambientes de trabalho, é o quanto ainda gastamos energia demais com o comportamento do outro.
“Ele não me deu bom dia.”
“Ela não me chamou para o café.”
“Conversa com todo mundo, menos comigo.”
“Fala demais.”
“Não fala nada.”
A lista é infinita.
Agora, a pergunta que realmente importa: o que tudo isso tem a ver com o seu desenvolvimento e com os seus resultados?
A resposta é simples e desconfortável: tem tudo a ver.
Quando o foco está exclusivamente no comportamento que o outro tem — e que me desagrada — eu começo a negligenciar o meu papel. Meu propósito. A empresa para a qual trabalho. E, inevitavelmente, os clientes.
Na prática, isso aparece de várias formas:
Deixo de colaborar.
Evito pedir ajuda.
Me fecho.
Boicoto o ambiente profissional — muitas vezes de forma silenciosa, mas extremamente eficaz.
E não, isso não é um convite para ser falso, engolir tudo ou normalizar desrespeitos. Não é sobre aceitar qualquer coisa.
É sobre maturidade.
É sobre assumir que, no ambiente de trabalho, nem tudo é sobre mim.
É sobre entender que adultos lidam com desconfortos de forma responsável, consciente e estratégica.
Ser adulto no trabalho é saber separar o que é preferência pessoal do que é impacto real nos resultados.
É escolher agir, mesmo quando o outro não age como eu gostaria.
É não terceirizar minha performance para o humor, a postura ou a simpatia alheia.
Desenvolvimento profissional passa, inevitavelmente, pela capacidade de lidar com diferenças sem perder o foco no que realmente importa.
Então, antes de gastar mais energia com o comportamento do outro, vale a reflexão:
O que isso está fazendo com os meus resultados?
E o que eu posso fazer diferente, a partir de mim?
No fim das contas, é simples — embora nada fácil:
seja o adulto que você já é.
Por Tatiane Wiggers
Psicologia Organizacional
ConGer Contabilidade



















