Mesmo em período de Carnaval, produtores rurais de Mato Grosso seguem atentos ao clima para tentar avançar na colheita da soja, que já apresenta atraso significativo. Além disso, o plantio do algodão também foi impactado, aumentando a apreensão no campo.
De acordo com produtores da região, o plantio da soja ocorreu cerca de um mês depois do ideal, o que acabou empurrando também o calendário do milho e do algodão. Agora, com quase 10 dias consecutivos de chuvas intensas, o avanço no campo é limitado.
Atualmente, a estimativa é que aproximadamente 40% da área de soja tenha sido colhida no estado, número abaixo do esperado para este período, quando normalmente os trabalhos já estariam praticamente concluídos.
A preocupação maior é com as áreas prontas para colheita. Caso as máquinas não consigam entrar nas lavouras nos próximos dias, há risco de perda de peso dos grãos, deterioração da qualidade e aumento de grãos ardidos e avariados.
No caso do algodão, a situação é ainda mais delicada. Muitos produtores precisaram plantar fora da janela ideal, e as lavouras recém-emergidas enfrentam risco de doenças fúngicas devido à umidade excessiva. Já há registros de áreas que precisaram ser replantadas.
Além dos desafios climáticos, o cenário econômico também preocupa. Com os preços das commodities em baixa e custos elevados, o ponto de equilíbrio da produção aumentou. Mesmo que o clima colabore daqui para frente, produtores já consideram esta uma “safra de passagem”, com rentabilidade reduzida.



















