O feminicida Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, matou a esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, na casa em que morava com a vítima, no bairro Parque Cuiabá, na Capital e depois levou o corpo dela para outro imóvel, também de propriedade dela, que estava desocupado e disponível para locação. A informação foi confirmada pelo delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com base no depoimento do assassino, que confessou o crime. Segundo o delegado, pela dinâmica do caso o crime teria sido premeditado.
“Claramente premeditado. Então faz em um local, oculta em outro, em uma casa que era dele. Em um local que, pela profundidade, era para o corpo não ser encontrado”, afirmou.
De acordo com as investigações, Nilza foi morta no domingo (3), na casa onde o casal morava, após ser enforcada com uma abraçadeira plástica, conhecida como “enforca-gato”.
No dia seguinte, Jackson levou o corpo até o outro imóvel e contratou uma máquina escavadeira para cavar um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade, no qual ele enterrou o corpo.

O assassino relatou que utilizou o equipamento para simular a escavação de um poço, com o objetivo de ocultar o corpo e dificultar a descoberta do crime.
Após abrir a cova, o homem colocou o corpo da empresária, cobriu parcialmente com as próprias mãos e, em seguida a máquina finalizou o aterro.
Para tentar encobrir o crime, Jackson chegou a publicar uma foto do casal tomando açaí no domingo, dia do assassinato. Já na manhã de segunda-feira (4) ele procurou a Delegacia de Estelionato alegando que a esposa havia desaparecido e que ele estaria sendo vítima de extorsão.
Segundo o relato, ele afirmou que vinha recebendo ligações com pedidos de resgate e chegou a realizar transferências via PIX para diversas contas, simulando o pagamento da suposta cobrança.
Durante o depoimento, a polícia notou que a camisa usada por Jackson na foto era a mesma que ele vestia na segunda-feira. Como a peça estava limpa, ele foi questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa tão rapidamente.
Diante dos questionamentos, o homem apresentou nervosismo, entrou em contradição e acabou confessando o crime, sendo preso em flagrante.
O corpo da vítima foi localizado na tarde dessa terça-feira (5), enterrado no quintal do imóvel. À polícia, Jackson afirmou que agiu sozinho, mas a participação de outras pessoas ainda não está descartada.
O caso segue sob investigação da DHPP e o assassino deve ser indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Fonte: reportermt

















