A retirada dos totens de segurança pública instalados em diversos pontos de Campo Verde, principalmente em frente às escolas municipais, gerou um novo capítulo de polêmica envolvendo a empresa responsável pelo sistema e a Prefeitura Municipal. Segundo a empresa Helper Tecnologia, o contrato foi encerrado após um longo período de inadimplência do município, enquanto a Prefeitura passou a adotar uma nova estrutura de monitoramento urbano.
Os equipamentos haviam sido instalados em praças, avenidas e unidades escolares durante um período de grande preocupação nacional com ataques em escolas. Na época da implantação, o projeto ganhou destaque por ser considerado uma novidade no estado de Mato Grosso.

Em nota enviada à reportagem do Plantão da Notícia, a empresa afirmou que não recebia pagamentos há aproximadamente 12 meses. Além disso, acusou a Prefeitura de Campo Verde de tentar reproduzir a tecnologia utilizada nos totens de forma ilegal.
O proprietário da empresa, Edson Endo, concedeu entrevista à reportagem e afirmou que a tecnologia utilizada pela Helper é patenteada no Brasil e em outros países. Segundo ele, o município teria instalado equipamentos com características semelhantes às da solução desenvolvida pela empresa.
De acordo com Endo, entre os recursos supostamente copiados estariam sistemas de reconhecimento facial, leitura de placas de veículos, câmeras 360 graus, iluminação de emergência, alertas sonoros e integração com bancos de dados das forças de segurança.

A empresa afirmou ainda que já iniciou medidas judiciais contra o município por suposta infração de patente. Durante a entrevista, o empresário classificou a situação como grave e alegou que o caso envolveria prática de pirataria tecnológica.
Os totens da Helper funcionavam como pontos inteligentes de monitoramento e segurança. Segundo a empresa, o sistema possuía comunicação em tempo real com forças policiais, emissão de alertas sonoros, monitoramento remoto e acionamento emergencial em caso de invasões ou situações suspeitas nas proximidades das escolas.
Ainda conforme o empresário, a tecnologia permitia identificar pessoas procuradas pela Justiça, monitorar medidas protetivas e até emitir mensagens educativas e orientações de segurança para estudantes e população.
Com o encerramento da parceria, a Prefeitura Municipal de Campo Verde iniciou a instalação de novos equipamentos ligados ao programa “Escola Segura”. Os dispositivos devem contar com câmeras OCR, reconhecimento facial e leitura de placas de veículos, além de monitoramento em áreas próximas às escolas.

Apesar das semelhanças apontadas pela empresa, ainda não há confirmação oficial de que os novos sistemas sejam réplicas da tecnologia anteriormente utilizada.
A reportagem do Plantão da Notícia procurou a Prefeitura Municipal de Campo Verde para ouvir o posicionamento oficial sobre as acusações. Segundo informado, o contato foi realizado por meio da assessoria de imprensa e posteriormente encaminhado a um secretário responsável pela área. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno oficial por parte do município.
O espaço segue aberto para manifestações da Prefeitura Municipal de Campo Verde sobre o caso.

















